Caros alunos, este espaço permanente será destinado à reunião de materiais curriculares e extra curriculares. Acredito que aqui conseguirei disponibilizar recursos a mais para quem necessita de uma ajuda ou para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em História.
Informe-se
Para aqueles que se preparam para concursos em geral, a dica é se manter sempre informado. Jornais online são uma ótima fonte de informação, principalmente pelo fato de podermos selecionar aquilo que realmente nos interessa. Seguem alguns muito bons: Folha de São Paulo; Estado de São Paulo; O Globo; G1; Barbacena Mais; Barbacena Online; BBC (britânica) e CNN (americana).
Tancredo Neves, presidente eleito pelo voto indireto do Congresso adoece antes de assumir o cargo. Seu vice, José Sarney, assume o cargo de Presidente da República.
Com a morte de Tancredo, Sarney torna-se presidente efetivo.
Em seu governo se dá a transição democrática. É promulgada a Constituição de 1988, que previa:
Volta do voto direto para presidentes, governadores e prefeitos.
Harmonia dos Três Poderes.
Voto universal, secreto e obrigatório para ambos os sexos, dos 18 aos 70 anos.
Livre criação de sindicatos e direito de greve.
Férias remuneradas em 1/3 do salário.
Economia:
Como herança do "milagre econômico" promovido pelos militares, o Brasil de Sarney entra em profunda crise econômica, com altos índices inflacionários.
São lançados os planos Cruzado (o Cruzeiro perde três zeros), Bresser e Verão (Cruzado Novo).
Congelamento de preços e reajuste de salários quando a inflação chegasse a 20%.
As medidas não são satisfatórias e a inflação alcança os maiores índices da História do Brasil.
Tancredo Neves (sendo beijado no rosto), presidente eleito pelo voto indireto.
José Sarney, que assume a presidência após a morte de Tancredo.
Sessão da Assembléia Constituinte para elaboração da nova Constituição.
Promulgação da Constituição de 1988.
Cédula do Cruzado (Cz$), moeda criada no Governo Sarney O Cruzado Novo (NCz$), carimbo presente na cédula, foi outra moeda convertida em tentativa de frear a inflação.
Lema-síntese do regime militar brasileiro. (Fonte: Wikipedia)
Guerrilheiros de esquerda no Araguaia. (Fonte: Wikipedia)
Localização das ações da Guerrilha do Araguaia. (Fonte: Wikipedia)
Trabalho do Instituto Médico Legal na busca de corpos enterrado clandestinamente durante a ditadura militar. (Fonte: Wikipedia)
Jornalista Vladimir Herzog morto na prisão do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna). A imagem de um improvável suicídio foi divulgada e gerou protestos. (Fonte: Estado de São Paulo)
Manchete do "Jornal do Brasil"com a fotografia do Puma com militares destruído no atentado do Rio Centro. (Fonte: Jornal do Brasil)
Valha-me, Nossa Senhora,
Mãe de Deus Nosso Senhor.
já fui homem, fui menino,
mas é sempre a mesma dor.
Fui sozinho, até agora,
Nenhum bem, nenhum valor.
Perdoe, Nossa Senhora,
Não vivo mais nessa dor
Já juntei a minha gente,
gente boa pra plantar.
Gente de paz, mas valente,
Se tem luta, vai lutar.
Tenho fé em Jesus Cristo,
Deus de lá e Deus de cá,
Do dono da terra toda
E de quem vive pra plantar.
Perdoe, Nossa Senhora,
Pela terra vou brigar.
Não quero Jesus na guerra,
Depois volto prá rezar.
Essa briga é só da gente,
A gente é que vai ganhar.
Já fui homem, fui menino,
E hoje o que tiver de ser.
Terra Plana
Geraldo Vandré
Meu Senhor, minha Senhora...
(Falado)
Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza, pra só trazer alegrias e não falar de pobreza. E mais, prometeram que se eu cantasse feliz, agradava com certeza. Eu que não posso enganar, misturo tudo o que vivo. Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci. Faço versos com clareza, à rima, belo e tristeza. Não separo dor de amor. Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador.
Meu Senhor, minha Senhora...
Vou indo esse mundo afora
Num canto que é tão valente
Que mesmo se está contente
Fala sempre e a toda hora
quase num tom de quem chora
Eu sou de uma terra plana
De um céu fundo e um mar bem largo
Preciso de um canto longo
Pra explicar tudo que digo
Pra nunca faltar comigo
E lhe dar tudo o que trago
Aos pés de muitas igrejas
Lá você vai encontrar
Esperança e caridade
Querendo se organizar
Os cegos pedindo esmola
E a Terra inteira a rezar
Se um dia eu lhe enfrentar
Não se assuste capitão
Só atiro pra matar
E nunca maltrato não
Na frente da minha mira
Não há dor nem solidão
E não passo por um castigo
Que a Deus cabe castigar
E se não castiga ele
Não quero eu o seu lugar
Apenas atiro certo
Na vida que é dirigida
Pra minha vida tirar
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
O Brasil, para garantir sua influência na América do Sul, intervinha muitas vezes em países vizinhos como Uruguai e mesmo em regiões argentinas.
A posição da livre navegação dos rios internacionais da região é defendida pelo Brasil.
Contrário à política intervencionista brasileira, Solano López, presidente do Paraguai, decide fortalecer seu país e coloca-se em confronto político-diplomático com D. Pedro II.
O estopim do conflito se dá após a apreensão de um navio brasileiro em território paraguaio.
Com a escala do conflito, o Paraguai invade o território brasileiro na província do Mato Grosso.
Querendo manter o apoio da Argentina e do Uruguai contra o Império Brasileiro, López decide invadir o Uruguai para acabar com a influência do Brasil na foz do Rio da Prata.
A estratégia dá errado: Brasil, Argentina e Uruguai se unem contra o Paraguai.
Tem início uma guerra sangrenta e o Paraguai é aniquilado.
Soldado brasileiro com prisioneiro
paraguaio durante a guerra.
Fonte: Wikipedia
Mapa do Paraguai. Áreas alaranjadas foram territórios perdidos
em guerras com países vizinhos.
Fonte: Wikipedia
Oficiais do Exército Brasileiro
Fonte: Wikipedia
Solano Lopez, presidente do Paraguai
durante a Guerra do Paraguai
Fonte: Wikipedia
Isabel e Leopoldina, filhas de D. Pedro II.
Fonte: Wikipedia
D. Pedro II, Conde D'Eu, D. Tereza Cristina e Princesa Isabel.
Fonte: Wikipedia
Mapa com as disputas territoriais entre Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.
Fonte: Wikipedia
Realizado para evitar a ameaça "comunista" e "em defesa da democracia e da liberdade".
Transforma o Congresso em simples confirmador das decisões dos militares.
Ditadura Militar no Brasil:
Doutrina de Segurança Nacional: combate a forças subversivas.
Legislação de exceção: atos institucionais.
Bipolarização entre o partido do governo, Aliança Renovadora Nacional (ARENA), e a oposição, Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Estabelecimento de eleições indiretas.
Repressão e autoritarismo.
Guerrilha do Araguaia.
"Milagre Econômico" e utilização favorável da mídia.
Alinhamento político e econômico com os EUA.
Fim da ditadura: "Campanha Diretas Já" e posterior eleição indireta de Tancredo Neves.
Os Governos Militares:
Governo Marechal Castelo Branco (1964-1967).
Governo Marechal Costa e Silva (1967-1969).
Governo General Garrastazu Médici (1969-1974).
Governo General Ernesto Geisel (1974-1979).
Governo General João Baptista de Figueiredo (1979-1985).
Pontos importantes do período:
Aspectos Sociais
Repressão política resultou em prisões, torturas e desaparecimentos de opositores do regime.
Movimentos estudantis, operários e setores da Igreja Católica resistiram à ditadura.
A censura afetou a liberdade de imprensa, rádio, televisão e manifestações culturais.
A sociedade viveu um clima de medo e controle, com vigilância e repressão constantes.
Houve migração rural-urbana intensificada, agravando problemas urbanos como favelas e desigualdade.
Cultura e Arte
A censura imposta pelo regime limitou a produção cultural, proibindo obras consideradas subversivas.
Surgiram manifestações artísticas de resistência, como a música de protesto (ex: Chico Buarque, Geraldo Vandré), o Cinema Novo e a literatura engajada.
A Tropicália, movimento cultural da década de 1960, misturou elementos brasileiros e estrangeiros, desafiando a censura com irreverência.
O regime valorizou manifestações culturais que exaltavam o nacionalismo e a ordem, muitas vezes apoiadas pelo Estado.
Aspectos Artísticos
A música popular brasileira (MPB) foi um importante veículo de crítica social e política.
O Cinema Novo destacou-se por retratar a realidade social brasileira, com filmes de forte conteúdo político.
A literatura da época abordou temas como a repressão, a desigualdade e a busca por liberdade.
Artistas plásticos e teatrólogos também desenvolveram trabalhos críticos, apesar da censura.
Apresentação de sala de aula:
Golpe de 1964 nas ruas do Rio de Janeiro.
General Castelo Branco (de terno) assumindo como Presidente da República.
Repressão militar a manifestantes.
Polícia do Exército.
Prisões durante a Ditadura Militar.
A abertura política:
Após os anos de repressão e tortura dos governos militares brasileiros (1964-1985) começa a se delinear a uma nova política, de cunho mais democrático.
A partir do Governo Médici, os Atos Institucionais vão perdendo força e os princípios constitucionais vão prevalecendo.
Uma das principais mudanças é o fim do bipartidarismo, que abre caminho ao estabelecimento de diversas tendências políticas.
ESQUEMA: PARTIDOS POLÍTICOS (Fonte: Folha de São Paulo) - Clique para ampliar
ESQUEMA: A GENEALIGIA E O PERFIL DOS PARTIDOS BRASILEIROS (Fonte: Nexo Jornal) - Clique para acessar
A campanha das "Diretas Já" não tem sucesso e o mineiro Tancredo Neves é eleito pelo voto indireto no Congresso. É o primeiro presidente civil a assumir o cargo após cinco governos militares.
Charge retratando D. Pedro II utilizando o Poder
Moderador para controlar os partidos Liberal e
Conservador, no Segundo Reinado Brasileiro.
Fonte: Wikipedia
O governo no Segundo Reinado
Após a Regência o governo mantém seu caráter parlamentarista, ou seja, com eleições regulares para os deputados da Assembléia. Os regentes, no entanto, deixam o governo.
Para que D. Pedro II assumisse, é dado o Golpe da Maioridade: o imperador é declarado maior de idade aos 15 anos.
Como o Imperador ainda detinha o controle exclusivo do Poder Moderador, podia controlar o Legislativo, ou seja, a Assembléia.
Funciona assim o Parlamentarismo às Avessas (ou ao contrário), no qual a Assembléia é controlada pelo imperador.
Grupo Espírita Cristão Evangelho de Jesus, Rua Francisco Sá.
Descrição:
Construção do prédio do Grupo Espírita Cristão Evangelho de Jesus, também conhecido como 7 de Setembro, que também já teve um ginásio em funcionamento.
Localização atual:
Conforme a lista de comentários da postagem (clique nos comentários para conferir), estes foram os alunos de cada turma que primeiro identificaram corretamente: