- A insatisfação com a Inglaterra:
- A monarquia inglesa decide aumentar os impostos sobre suas colônias após a Guerra dos Sete Anos (conflito entre colonos ingleses e franceses na América).
- Conseqüência da Revolução Industrial inglesa: as manufaturas são proibidas nas Treze Colônias. Assim, todos teriam de comprar os produtos ingleses.
- A rebelião:
- A insatisfação popular cresce:
- Massacre de Boston: cidadãos pacíficos foram mortos após uma passeata.
- Lei do Chá: proibia que navios das colônias fizessem o comércio do chá indiano.
- Os colonos decidem atacar os navios e jogar suas cargas ao mar.
- Baseados nas idéias da Revolução Inglesa, os colonos pediam igualdade de direitos e menor intervenção no comércio.
- As Treze Colônias formam um exército para combater as tropas inglesas.
- Elaboram a Declaração de Independência, baseada nas idéias liberais e iluministas.
- Com a ajuda da França, a Inglaterra é derrotada.
Páginas
Caros alunos, este espaço permanente será destinado à reunião de materiais curriculares e extra curriculares. Acredito que aqui conseguirei disponibilizar recursos a mais para quem necessita de uma ajuda ou para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em História.
Informe-se
Para aqueles que se preparam para concursos em geral, a dica é se manter sempre informado. Jornais online são uma ótima fonte de informação, principalmente pelo fato de podermos selecionar aquilo que realmente nos interessa. Seguem alguns muito bons: Folha de São Paulo; Estado de São Paulo; O Globo; G1; Barbacena Mais; Barbacena Online; BBC (britânica) e CNN (americana).
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
Independência dos EUA
Músicas de protesto na Ditadura Militar - Geraldo Vandré
Ladainha
Geraldo Vandré
Valha-me, Nossa Senhora,
Mãe de Deus Nosso Senhor.
já fui homem, fui menino,
mas é sempre a mesma dor.
Fui sozinho, até agora,
Nenhum bem, nenhum valor.
Perdoe, Nossa Senhora,
Não vivo mais nessa dor
Já juntei a minha gente,
gente boa pra plantar.
Gente de paz, mas valente,
Se tem luta, vai lutar.
Tenho fé em Jesus Cristo,
Deus de lá e Deus de cá,
Do dono da terra toda
E de quem vive pra plantar.
Perdoe, Nossa Senhora,
Pela terra vou brigar.
Não quero Jesus na guerra,
Depois volto prá rezar.
Essa briga é só da gente,
A gente é que vai ganhar.
Já fui homem, fui menino,
E hoje o que tiver de ser.
Terra Plana
Geraldo Vandré
Meu Senhor, minha Senhora...
(Falado)
Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza, pra só trazer alegrias e não falar de pobreza. E mais, prometeram que se eu cantasse feliz, agradava com certeza. Eu que não posso enganar, misturo tudo o que vivo. Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci. Faço versos com clareza, à rima, belo e tristeza. Não separo dor de amor. Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador.
Meu Senhor, minha Senhora...
Vou indo esse mundo afora
Num canto que é tão valente
Que mesmo se está contente
Fala sempre e a toda hora
quase num tom de quem chora
Eu sou de uma terra plana
De um céu fundo e um mar bem largo
Preciso de um canto longo
Pra explicar tudo que digo
Pra nunca faltar comigo
E lhe dar tudo o que trago
Aos pés de muitas igrejas
Lá você vai encontrar
Esperança e caridade
Querendo se organizar
Os cegos pedindo esmola
E a Terra inteira a rezar
Se um dia eu lhe enfrentar
Não se assuste capitão
Só atiro pra matar
E nunca maltrato não
Na frente da minha mira
Não há dor nem solidão
E não passo por um castigo
Que a Deus cabe castigar
E se não castiga ele
Não quero eu o seu lugar
Apenas atiro certo
Na vida que é dirigida
Pra minha vida tirar
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Geraldo Vandré
Valha-me, Nossa Senhora,
Mãe de Deus Nosso Senhor.
já fui homem, fui menino,
mas é sempre a mesma dor.
Fui sozinho, até agora,
Nenhum bem, nenhum valor.
Perdoe, Nossa Senhora,
Não vivo mais nessa dor
Já juntei a minha gente,
gente boa pra plantar.
Gente de paz, mas valente,
Se tem luta, vai lutar.
Tenho fé em Jesus Cristo,
Deus de lá e Deus de cá,
Do dono da terra toda
E de quem vive pra plantar.
Perdoe, Nossa Senhora,
Pela terra vou brigar.
Não quero Jesus na guerra,
Depois volto prá rezar.
Essa briga é só da gente,
A gente é que vai ganhar.
Já fui homem, fui menino,
E hoje o que tiver de ser.
Terra Plana
Geraldo Vandré
Meu Senhor, minha Senhora...
(Falado)
Me pediram pra deixar de lado toda a tristeza, pra só trazer alegrias e não falar de pobreza. E mais, prometeram que se eu cantasse feliz, agradava com certeza. Eu que não posso enganar, misturo tudo o que vivo. Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci. Faço versos com clareza, à rima, belo e tristeza. Não separo dor de amor. Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador.
Meu Senhor, minha Senhora...
Vou indo esse mundo afora
Num canto que é tão valente
Que mesmo se está contente
Fala sempre e a toda hora
quase num tom de quem chora
Eu sou de uma terra plana
De um céu fundo e um mar bem largo
Preciso de um canto longo
Pra explicar tudo que digo
Pra nunca faltar comigo
E lhe dar tudo o que trago
Aos pés de muitas igrejas
Lá você vai encontrar
Esperança e caridade
Querendo se organizar
Os cegos pedindo esmola
E a Terra inteira a rezar
Se um dia eu lhe enfrentar
Não se assuste capitão
Só atiro pra matar
E nunca maltrato não
Na frente da minha mira
Não há dor nem solidão
E não passo por um castigo
Que a Deus cabe castigar
E se não castiga ele
Não quero eu o seu lugar
Apenas atiro certo
Na vida que é dirigida
Pra minha vida tirar
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
sábado, 14 de setembro de 2019
Índios, refugiados e puritanos
Caros alunos, algumas das informações extras que passei em sala de aula.
![]() |
| Olive Oatman. Retrato. Fonte: Wikipedia |
Olive Oatman, colona capturada por indígenas após sua família ter sido massacrada. História interessante em Mashable (em inglês).
![]() |
| Enterro em cova coletiva de índios mortos por tropas norte-americanas. Fonte: Wikipedia |
![]() |
| William Penn, quaker deportado da Grã-Bretanha para as colônias americanas. Fonte: Wikipedia |
Ditadura Militar
- O Golpe de 64:
- Realizado para evitar a ameaça "comunista" e em defesa da democracia e da liberdade.
- Transforma o Congresso em simples confirmador das decisões dos militares.
- Doutrina de Segurança Nacional: combate a forças subversivas.
- Legislação de exceção: atos institucionais.
- Bipolarização entre o partido do governo, Aliança Renovadora Nacional (ARENA), e a oposição, Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
- Estabelecimento de eleições indiretas.
- Repressão e autoritarismo.
- Guerrilha do Araguaia.
- Alinhamento político e econômico com os EUA.
- Fim da ditadura: "Campanha Diretas Já" e posterior eleição indireta de Tancredo Neves.
- Os Governos Militares:
- Governo Marechal Castelo Branco (1964-1967).
- Governo Marechal Costa e Silva (1967-1969).
- Governo General Garrastazu Médici (1969-1974).
- Governo General Ernesto Geisel (1974-1979).
- Governo General João Baptista de Figueiredo (1979-1985).
Formação dos EUA
- As Treze Colônias:
- Colônias inglesas na América.
- Habitantes:
- Eram, na maioria, religiosos (puritanos) que fugiam dos conflitos existentes na Inglaterra e buscavam uma terra com mais liberdade.
- Tinham grande liberdade para produzir e comercializar, com pouca interferência da Inglaterra.
- Formação:
- Colônias do norte: baseadas no trabalho familiar, na pequena propriedade e na criação de pequenas manufaturas. Pouca intervenção da metrópole britânica.
- Colônias do sul: baseadas em grandes propriedades escravistas de gêneros de exportação (algodão, tabaco, etc.).
- O processo de independência e o estabelecimento da República não alteram este quadro.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Do presidencialismo ao golpe
- Jango no poder:
- Início do governo tumultuado: Jango buscou manobras políticas para recuperar seu poder como presidente (volta ao regime presidencialista).
- Tentou acalmar os setores de direita (principalmente os militares) difundindo princípios anticomunistas.
- Seus ministérios, instáveis, eram rapidamente substituídos.
- Em 1963 é rejeitado em plebiscito o sistema parlamentarista. O Brasil voltava a ser presidencialista.
- Jango começa a lutar por suas Reformas de Base (medidas de esquerda para atrair as massas).
- A definitiva virada de Jango começa a provocar insubordinações nas forças armadas. Jango ameaça cancelar o pagamento da dívida externa (moratória).
- A queda:
- As forças armadas articulam um novo golpe, deflagrado em 1964, com o apoio dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Guanabara e Rio Grande do Sul.
- O Alto Comando Revolucionário (formado por ministros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica) decreta o Ato Institucional Nº1 (AI1) que determina que o chefe do Estado-Maior do Exército, o general Castelo Branco, tomasse posse como novo presidente.
O Governo João Goulart
- Após a renúncia de Quadros, o presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, assume.
- João Goulart, vice-presidente, fazia uma viagem pela China.
- Os ministros da Guerra, da Aeronáutica e da Marinha julgaram perigosa a volta de Jango por sua ligação com o comunismo.
- Além disso, Jango assumia uma postura de "herdeiro do legado de Vargas".
- Um movimento pela "legalidade", iniciado pelo governador do RS, Leonel Brizola, passou a pedir o cumprimento da lei e o retorno do vice-presidente .
- Na tentativa de resolver o impasse, o Congresso decide aceitar Jango reduzindo seus poderes como presidente: estava instalado o parlamentarismo no Brasil.
A declaração de independência
- Pressionado, D. João retorna para Portugal, assumindo a Monarquia Constitucional.
- Surgem os partidos Português, Brasileiro e Radical.
- D. Pedro, seu filho, permanece no Brasil sob o título de Príncipe Regente.
- As Cortes portuguesas insistem em diminuir a importância política dada ao Brasil, não reconhecendo suas manufaturas, o estado de Reino Unido, nem a autoridade de D. Pedro.
- D. Pedro fica insatisfeito com a posição das Cortes portuguesas e se aproxima de pessoas influentes, como José Bonifácio, que desejavam a independência política do Brasil.
- Adorado pela população brasileira, D. Pedro declara que não retornaria a Portugal: é o Dia do Fico.
- Tropas leais a Portugal foram expulsas do Brasil por D. Pedro.
- As Cortes portuguesas tentam, pela última vez, ordenar o retorno de D. Pedro para Portugal. Em viagem por São Paulo, D. Pedro fica sabendo por mensageiros a decisão das Cortes e proclama a independência com o "grito do Ipiranga".
- D. Pedro é coroado imperador do Brasil em 1822.
Revoluções de 1817 e 1820
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| Bênção das bandeiras da Revolução de 1817, óleo sobre tela de Antônio Parreiras. Fonte: Wikipedia |
- Revolução Pernambucana de 1817: descontentes com o governo de D. João, moradores da província se revoltaram e declararam a independência de Pernambuco, inspirados pelos ideais iluministas. Foram violentamente reprimidos.
- Revolução Constitucionalista do Porto (1820): com a derrota de Napoleão, a população de Portugal começa a desejar que seu rei, D. João, retorne para o reino. No entanto, segundo os revoltosos da cidade do Porto, o poder do rei não poderia ser absoluto como antes. O povo de Portugal convoca as Cortes para a elaboração de uma Constituição. D. João continuava a ser rei, mas tinha que obedecer aos princípios contidos na Constituição feita pelo povo.
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| Pintura retratando a elaboração da primeira Constituição Portuguesa, após a Revolução do Porto. Fonte: Wikipedia |
Declínio de Napoleão
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| Pintura retratando a retirada das tropas napoleônicas. Fonte: Wikipedia |
- O Bloqueio Continental:
- Para acabar com a oposição da Inglaterra, Napoleão decreta o Bloqueio Continental (proibição de todos os países do continente europeu de comercializarem com a Inglaterra).
- Alguns países, como a Rússia, se recusaram a cumprir o Bloqueio Continental.
- Ao declarar guerra contra a Rússia, no entanto, Napoleão acaba perdendo o controle.
- As tropas francesas são aniquiladas (fome e frio) nos ataques à Rússia, graças ao rigoroso inverno russo.
- Napoleão, derrotado, é preso, mas acaba retornando e governando ainda por 100 dias.
- Após esse período é preso definitivamente na ilha de Santa Helena, onde morre doente em 1821.
- O Congresso de Viena:
- Reunião organizada pelas grandes potências européias após a derrota definitiva de Napoleão.
- Motivo: reorganizar as fronteiras da Europa após as anexações empreendidas pela França.
- Sua intenção era a de garantir o equilíbrio na Europa, evitando que França voltasse a ter um grande poderio.
- Solução encontrada: o retorno dos limites franceses anteriores à Revolução (1789).
- O Congresso não conseguiu, no entanto, impedir movimentos revolucionários de cunho social durante o século XIX.
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| Pintura retratando Napoleão Bonaparte em seu exílio na Ilha de Santa Helena. Fonte: Wikipedia |
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